
No futebol há jogos, de um lado. Há Messi, do outro. E o que aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 17 de Junho, no Arrowhead, foi mais uma prova disso. O astro argentino definitivamente não pertence apenas aos homens.
Argentina e Argélia frente a frente sobre o relvado sagrado do jogo. Ao minuto 17, Messi recebeu o esférico de De Paul, ousou de fora da área e Luca Zidane, filho do eterno Zinédine, ainda tocou na bola sem porém conseguir travar o seu curso inevitável.
O filho adorado de uma lenda mostrou-se impotente diante de outra lenda. Esta última que é, talvez, a maior de todas.
E aquilo não foi um mero incidente de percurso. Aos 60 minutos, Luca Zidane defendeu para a frente um remate de longe de Mac Allister e Messi, em zona privilegiada, não perdoou: 2-0 de recarga, frio e cirúrgico como sempre.
Aos 78 chegou o terceiro golo da Argentina. Produto daquelas jogadas de que Messi tanto gosta e que tão poucos conseguem imaginar, quanto mais executar.
Num lance de contra-ataque pelo meio, De Paul tocou para o “10” que, por sua vez, cedeu a González, o qual assistiu para o hat-trick com a mesma naturalidade de quem cumpre um ritual antigo.
Feito o 3-0 final, Messi tornou-se, aos 38 anos e 357 dias, no jogador mais velho a marcar um hat-trick num Mundial. Trinta e oito anos para fazer o que nos habituou desde sempre: quebrar recordes. Tão silenciosos e inevitáveis, como estrelas que ninguém pediu, mas que todos erguem os olhos para contemplar.
E não sendo isso pouco, com os três golos diante dos argelinos, o argentino igualou o lendário Miroslav Klose no topo da lista dos melhores marcadores de sempre em Mundiais: 16 golos. E este Mundial, para Messi, ainda mal começou…[PLANTEL OC]












