
O Comité Olímpico de Moçambique (COM) realizou, na manhã desta sexta-feira, 12 de setembro, um seminário de planificação com as federações nacionais, tendo em vista a preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
O encontro teve lugar na Escola Ana Mogas, na Cidade da Matola, e contou também com a participação do Fundo de Promoção Desportiva (FPD).
Segundo o secretário-geral do COM, Penalva César, o objectivo do encontro é unir esforços para garantir a presença do maior número de atletas moçambicanos no próximo ciclo olímpico:
“O objectivo deste encontro é nós encontrarmos, juntamente com as federações, aquilo que são as formas que podemos implementar em conjunto para atingirmos um objectivo final que é qualificar o maior número de atletas para os Jogos Olímpicos de 2028”, afirmou.

César destacou que, apesar de ainda faltar tempo até Los Angeles 2028, o calendário competitivo é exigente e requer preparação atempada, passando por campeonatos nacionais, regionais, africanos e mundiais. No entanto, reconheceu que as dificuldades financeiras limitam a participação plena em todas as provas, pelo que será necessário definir prioridades:
“Não vai haver, naturalmente, fundos que possam pagar a participação dos nossos atletas em todas as competições, e temos que correlar as forças e podermos identificar as formas mais importantes”, sublinhou.
Uso responsável das bolsas olímpicas!
O secretário-geral alertou também para a utilização correcta das bolsas disponibilizadas pelo Comité Olímpico Internacional, frisando que os apoios devem servir para garantir melhores condições de treino e competição.
“Não estamos a dizer para o atleta não usar o dinheiro da Bolsa para seus fins individuais. A nossa chamada de atenção é para que eles tomem atenção, porque quando gastam os valores em coisas que não têm nada a ver, quando chega a altura da justificação, eles já não têm como justificação, e isso prejudica todos os outros”, explicou.
Papel das federações
Penalva César reforçou que as federações são o centro do processo, responsáveis por organizar os programas de treino, fornecer treinadores e preparar os atletas para atingir o nível de qualificação. Contudo, apontou fragilidades no funcionamento de algumas delas:
“As federações é que representam as modalidades a nível nacional e internacional e elas têm um papel preponderante . Algumas sim [estão engajadas], outras nós sentimos que são mais relaxadas, provavelmente porque as federações não são profissionais”, observou.

Apoio governamental
Por sua vez, a directora do Fundo de Promoção Desportiva, Sílvia Langa, assegurou que o mecanismo de apoio ao desporto já está definido na lei, sendo fundamental alinhar os planos de cada modalidade com os resultados previsíveis:
“O mecanismo é óptimo, pensamos nós, que não há necessidade de haver uma revisão. O governo continuará, dentro das suas capacidades, a fazer o apoio de acordo com os desafios que temos no meio”, disse.
O secretário-geral da Federação Moçambicana de Andebol, Vasco Tamele, considerou o seminário uma oportunidade importante de aproximação e compreensão das possibilidades de apoio.
“Para nós até foi uma grande oportunidade de vir perceber o que é que se passa. Esta é uma oportunidade que temos de conhecer as oportunidades quando voltarmos a crescer. E acreditamos que sim, porque já alguns processos estão a decorrer no Comité Olímpico”, afirmou.
Olhar para 2028!
O Comité Olímpico de Moçambique ambiciona superar a participação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e, pela primeira vez, conseguir qualificar uma modalidade colectiva.
“Gostaríamos, e é a nossa intenção, levar um número maior de atletas qualificados do que aquele que foi em Paris em 2024. Seria muito bom desqualificarmos uma modalidade colectiva, que nunca fizemos”, concluiu Penalva César. [ PLANTEL OC]
















