
Com cinco jornadas ainda pela frente, a UD Songo garantiu já a conquista do título do Moçambola2025. E fê-lo com preces: com o melhor ataque, a melhor defesa, 18 pontos de vantagem sobre o segundo classificado e com as inéditas 17 vitórias consecutivas.
Maputo: 27 de Fevereiro de 2025. Hotel África. Um batalhão de jornalistas tornou pequena a maior sala de eventos desta estância hoteleira para cobrir, com alguma surpresa e estranheza, a apresentação de Daúde Razaque como novo treinador da UD Songo.
Faltava, naquele dia, um mês para o arranque do Moçambola e era, aquele emblema, o último a anunciar a contratação de um treinador. Daúde Razaque entrava coadjuvado por Victor Matine (principal), Momed Hadji (assistente) e Donat Pondja (preparador físico).
Perante uma rajada de perguntas dos jornalistas, Francisco Xavier justificou aquele evento tardio, é verdade, com um “processo de selecção de treinadores que não depende apenas de um elemento, no caso o presidente, mas antes da criação, por parte da estrutura directiva, de requisitos necessários em função dos objectivos que devem ser alcançados”.
“Fizemos, por isso mesmo, uma avaliação minuciosa que resultou na escolha de Daúde Razaque. Vai daí esta demora…”, ajuntou.
Mais a fundo, Francisco Xavier deixou a descoberto os quatro objectivos do clube para a presente época, ao que preferiu chamar de processo de transformação: modernização dos trabalhos (1), reduzir a média de idade do plantel (2), conquistar o Moçambola (3) e a Taça de Moçambique (4).
Uns pilares a que Daúde Razaque (naturalmente) mostrou-se confortável com os mesmos, para mais desafiado a alcançá-los, quanto mais ansioso em envergar ainda naquele dia o fato de treino, finalizar a montagem de mecos e orientar o primeiro treino no campo da Liga Desportiva de Maputo.
Ainda naquele evento da sua apresentação, disse por sua vez o técnico “que abraço esta missão com todo o prazer e dedicação, ao que espero, no fim deste ano, que todos nós consigamos atingir estes objectivos traçados. E espero fazê-lo com maior empenho, juntamente com a minha equipa técnica, mas sempre com o apoio dos nossos dirigentes do clube, dos trabalhadores do clube e da massa adepta. Todos em conjunto”.
Nada mais profético…
Logo no primeiro ano, Daúde Razaque fez valer a escolha e a confiança que recaíram sobre si e liderou a UD Songo para a conquista do seu quarto campeonato nacional, depois dos feitos de 2017, 2018 e 2022. Isto se recordarmos o terceiro pilar cantado pelo presidente daquela colectividade.
De todo, um título com acento tónico: elevado ao alto a cinco jornadas do término do Moçambola2025, após uma vitória expressiva sobre o Textáfrica de Chimoio por 5-1! Aliás, deixou a segunda classificada, a Black Bulls (campeã em título) a…18 pontos!
Recorde de vitórias consecutivas: 17!
Os Hidroeléctricos não só foram campeões por título, mas também da regularidade. Fixaram o histórico número de 17 vitórias consecutivas, um recorde a todas as luzes a nível do futebol moçambicano, de igual modo que se trata de um registo a que o próprio continente africano não tem sequer memória.
Para lá deste recorde, a virtual campeã nacional tem outro registo que torna a sua conquista mais acentuada. A cinco jornadas para o término do Moçambola tem o melhor ataque com 48 golos, com 10 de vantagem sobre o segundo, que é o Ferroviário de Lichinga (terceiro na tabela classificativa. E tem igualmente a melhor defesa, com apenas 11 golos sofridos ao largo de 21 jogos. <PLANTEL OC>













