
O presidente da UD Songo, clube campeão nacional e detentor da Taça de Moçambique, assegurou que o guarda-redes Germano Nhacume não foi abandonado e tem acompanhamento médico em curso. O dirigente reagia, assim, às declarações do atleta, que denunciou alegado desamparo por parte do clube após a lesão contraída em Novembro de 2024.
Segundo o dirigente, tanto Germano quanto o jogador Kamo-Kamo continuam a beneficiar de assistência por parte da colectividade e sublinhou que não se trata de casos inéditos no emblema ao recordar que, em situações anteriores, os atletas lesionados chegaram a ser submetidos a intervenções cirúrgicas na África do Sul, com todas as despesas suportadas pelo clube.
“O que compreendemos é que existe uma expectativa elevada dos atletas em relação a uma recuperação rápida”, afirmou, acrescentando que ambos os processos estão a ser acompanhados a vários níveis, com envolvimento directo da estrutura diretiva.
“Há um acompanhamento permanente para garantir a plena recuperação e o regresso deles à competição”, reforçou.
O presidente chegou a apresentar, à imprensa, evidências de contacto regular entre o clube e os jogadores em causa, através de correspondências entre as partes.
“Caso Germano”
Na semana passada, o guarda-redes recorreu às redes sociais para acusar a UD Songo de abandono, alegando estar à espera, desde Novembro de 2024, da activação de um seguro médico para realização de uma cirurgia ao joelho.
Em resposta, Francisco Xavier manifestou estranheza quanto à exposição pública do caso, sustentando que o clube tem mantido comunicação directa e permanente com o atleta.
“Sabemos que ele tem uma consulta marcada para esta segunda-feira, 20 de Abril, em Maputo. Será observado e terá continuidade no seu processo de recuperação em Songo”, afirmou.

O dirigente esclareceu ainda que Germano mantém vínculo contratual com o clube até ao final da presente época desportiva.
E acrescentou que o atleta está, aliás, inscrito no sistema de Segurança Social, sendo que, em casos de incapacidade temporária para o trabalho, a compensação salarial deve ser assegurada pelo Instituto Nacional de Segurança Social, nos termos da legislação laboral em vigor.
“É o que a lei determina: quando um trabalhador está impedido de exercer a sua actividade por lesão, deve recorrer à Segurança Social para efeitos de compensação. Estamos atentos e a acompanhar todo o processo”, explicou.
A concluir, Francisco Xavier lamentou a perceção de abandono manifestada pelo jogador: “Há, por vezes, a expectativa de soluções imediatas, o que pode gerar essa sensação. Mas nenhum atleta foi abandonado. Todos estão a ser devidamente acompanhados e terão o tratamento necessário“. <PLANTEL OC>













