
O presidente da FMF, Feizal Sidat, mostrou-se por sua vez céptico quanto ao arranque da prova máxima na data ora anunciada por Alberto Simango Júnior. E lançou duros recados à gestão da LMF e dos clubes.
Falando à imprensa à margem da realização da Assembleia-Geral da LMF – precisamente aos microfones do canal desportivo da Rádio Moçambique – Sidat disse para quem quis ouvir que, “francamente, não acredito que isso venha a ocorrer”, em resposta a uma pergunta se acreditava no propalado 17 de Maio.
Sustentou o seu cepticismo no quadro actualmente pintado pela LAM, no qual brilham as negras cores da falta de aeronaves e sucessivos cancelamentos de voos.
Ainda assim, Sidat desejou que todas as dificuldades logísticas sejam realmente ultrapassadas e bem a tempo de se realizar a principal prova nacional a partir da anunciada data.
Aliás, no discurso que marcou a abertura da reunião magna da LMF, o líder da Casa do Futebol já havia alertado que a morosidade no início do Moçambola acarreta implicações gravíssimas para o País.
“Acaba de certa forma desalinhando o calendário com as competições continentais da CAF, prejudicando a preparação dos nossos clubes para as provas internacionais. Enfraquece o ritmo competitivo dos jogadores e, sobretudo, compromete a perfomance das selecções nacionais que ficam sem uma base de atletas em actividade contínua”, indicou.
Vai daí a menção feita mais tarde para que os gestores da prova envidassem esforços visando ultrapassar os obstáculos ou, até mesmo, buscarem alternativas de forma a que a prova arranque mesmo a 17 de Maio.
É que – continuou – “qualquer novo adiamento comprometerá não apenas a credibilidade da competição, mas também a confiança nas instituições que a regem e a representam”.
“Sem uma liga forte e bem organizada, financeiramente estável e tecnicamente exigente, não conseguiremos elevar o nosso futebol nem a nível interno, nem nos palcos internacionais”, considerou.
Não parando por aí nos recados, apelou para que os clubes e todos os actores se unam em torno de uma visão comum, “e que a LMF se consolide como uma entidade de referência em gestão desportiva”. Aliás, advertiu nesta mesma linha que “o tempo de tolerância com a mediocridade acabou”. [PLANTEL OC]













