O GOVERNO DEVE INVESTIR EM INFRAESTRUTURAS DESPORTIVAS

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Defendeu esta terça-feira, 24 de Junho, em Maputo, Muhammad Sidat, o moçambicano que chefiou recentemente o Departamento de Futebol Profissional da Confederação Africana de Futebol (CAF) e que actualmente desempenha as funções de consultor em gestão desportiva e de infraestruturas.

De acordo com Muhammad Sidat, o governo moçambicano deve assumir a batuta e liderar a construção e a renovação dos estádios de futebol no País, através de projectos claros, visando o desenvolvimento da modalidade.

Falando para uma plateia de pouco mais de 150 agentes do futebol, entre ela dirigentes e gestores desportivos, treinadores, jornalistas e outros, Muhammad Sidat defendeu que “quando o Governo assumir este papel de construir estádios, a médio prazo teremos infraestruturas desportivas que nos permitiram sonhar em organizar eventos desportivos internacionais, quiça o CAN, o CHAN e outras competições do futebol”.

A fonte sublinhou que os países africanos francófonos são exemplares nessa aposta em infraestruturas desportivas melhoradas e modernizadas, facto que explica o estágio em que se encontram no mapa futebolístico africano.

Temos exemplos da Burkina Faso e do Mali, países que apesar das dificuldades sócio-políticas que enfrentam, estão a investir em melhores estádios e modernizados”, referenciou.

Aliás, Muhammad Sidat é actualmente consultor na construção do Estádio Nacional de Burkina Fasso, um projecto que, conforme confessou, “emociona-me profundamente pois permitirá que o povo daquele país volte acolher jogos volvidos cinco anos sem uma aprovação da CAF”.

Aguardamos agora e, até ansiosamente, pela inspecção da CAF. Acredito que o estádio será aprovado, o que poderá dignificar e bastante o meu trabalho. Estou satisfeito por poder ajudar neste projecto”, reiterou.

Não há equivalência de níveis de treinadores entre as confederações

Em um outro desenvolvimento, Sidat abordou o tema relacionado com os níveis de treinadores face às limitações promovidas pelas confederações para treinadores provenientes de outras congéneres.

Conforme esclareceu, “um treinador com acreditação a nível da CAF não tem equivalência em outras confederações e vice-versa, o que depende sempre de acordos entre as partes, não existindo todavia um protocolo que seja uniforme”.

No entanto, reiterou, “o importante a realçar é que a CAF aprovou recentemente novos critérios para que os treinadores estejam no banco de suplente. Por exemplo, para as selecções nacionais e clubes nas Afrotaças, os treinadores devem ter UEFA PRO, CAF A e PRO”.

Recordamos que Muhammad Sidat fez estes pronunciamentos durante o workshop de capacitação de agentes de futebol moçambicano, um evento no qual foi orador e que versou sobre diversos temas como infraestruturas desportivas, licenciamento de clubes, actualização de regulamentos, FIFA Clearing House, bem como os requisitos da CAF para treinadores e agentes de jogadores.

É com muito gosto que faço isto, sempre que estou no País e espero ter contribuído com conhecimento, know-how e partilha de informação sobre aquilo que são os novos regulamentos sobre estes temas. Ou seja, em um só dia tentamos englobar muita informação sobre aquilo que está a acontecer a nível da FIFA e da CAF, para que as pessoas estejam dentro destas matérias, pois o futebol tem avançado a um ritmo que promove mudanças nos respectivos regulamentos”, analisou a fonte, em forma de balanço do workshop que decorreu na sede da Federação Moçambicana de Futebol. [PLANTEL OC]

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