MOÇAMBOLA2026 PODERÁ SER POR REGIÕES

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A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) apresentou esta terça-feira, 30 de Dezembro, a proposta do novo modelo competitivo para o Campeonato Nacional de Futebol para o próximo ano. Os clubes franziram o nariz…Mas a tarifa da LAM não dá muitas alternativas!

Durante uma reunião virtual com os presidentes dos 14 clubes, a direcção executiva da LMF propôs um modelo do Moçambola2026 disputado por 18 clubes e em duas fases, sendo a primeira zonal e com as equipas agrupadas pelas respectivas regiões (Norte, Centro e Sul).

Neste contexto e, sempre de acordo com a proposta a que Plantel OC teve acesso, cada região disputaria a prova em um sistema clássico de todos contra todos e em duas voltas.

Os dois primeiros classificados de cada zona e os dois melhores terceiros no global dos três grupos qualificariam-se para uma fase nacional de oito equipas para o apuramento do campeão nacional.

Esta fase seria por sua vez dividida em dois grupos de quatro equipas, visando apurar os dois primeiros classificados para disputarem as meias-finais e a final, de forma a encontrar-se o campeão nacional do próximo ano.

E estas oito equipas estariam concentradas numa única cidade até se encontrar o vencedor. Isto por um lado.

Por outro, as restantes 10 equipas (não apuradas entre as oito) ficariam concentradas numa outra cidade para a disputa da fase de manutenção, num sistema de competição que ficou por se ajustar.

Mas por sugestão seria em um modelo de todos contra todos de forma a que os três últimos classificados pudessem cair de divisão…

Os clubes torceram o nariz para este modelo

Durante o referido encontro virtual havido esta terça-feira, 30 de Dezembro, a direcção da LMF explicou aos clubes que este modelo visaria tornar a prova sustentável tendo em conta as suas limitações financeiras para assegurar as viagens aéreas para o modelo tradicional, este que é de ´unidade nacional´. E seria só para o próximo ano, enquanto aquele organismo se reorganiza.

Os clubes até compraram o argumento de uma prova financeiramente sustentável. Porém, através das telas daquela Zoom Meeting recitaram gestos de desaprovação deste modelo em específico.

É que levantou mais dúvidas do que certezas. Houve mais questionamentos do que esclarecimentos…Perguntas sem respostas!

A reunião terminou sem que a proposta fosse acolhida pelos clubes, que recomendaram à LMF que fizesse uma revisão profunda do modelo e que buscasse acolher algumas ideias deixadas pelos presentes.

Combinaram um novo encontro para o início da segunda quinzena de Janeiro, com mesmo ponto único, conforme a convocatória anterior: Proposta do Modelo do Moçambola-2026. O objectivo é que haja uma decisão até o dia 20 de Janeiro.

O modelo tradicional continua o preferencial

Mesmo diante de um cenário cantado de limitação financeira da LMF, este que antecipou o fim do Moçambola2025 quando havia jornadas por serem disputadas, os clubes instaram a direcção de Alberto Simango Júnior a continuar a trabalhar para garantir a continuidade do actual modelo competitivo da prova. O de 14 participantes, de todos contra todos em duas voltas. O de unidade nacional.

Instaram à LMF a esgotar todas as suas energias e possibilidades para viabilizar este modelo tradicional, sem no entanto descartarem que a prova do próximo seja regionalizada. Porém com clareza do que se pretende de uma prova competitiva. Com mais certezas do que dúvidas, tal como levantou a proposta apresentada esta terça-feira, 30 de Dezembro.

O bilhete de avião é o Calcanhar de Aquiles!

De fonte da LMF após o encontro – e antes da conferência de imprensa marcada para depois do fecho da presente edição – Plantel OC soube que a tarifa cobrada pela LAM é a principal razão da insustentabilidade do modelo tradicional do Moçambola.

É que nos anos anteriores a companhia de bandeira cobrava o preço bonificado de 21 mil meticais por bilhete de ida e volta por cada integrante das caravanas.

No entanto e sempre de acordo com a mesma fonte, o valor sofreu um agravamento de 100% em 2025, passando para os actuais 42 mil meticais, tendo a LAM informado à LMF meses antes do arranque da prova, numa altura em que o orçamento do Moçambola2025 estava aprovado e fechado com base no valor de 21 mil meticais por bilhete.

Ainda assim a LMF não descarta a continuidade do actual modelo, tal como exortaram os clubes.

“Porém este modelo só será viável se a LAM voltar a vender-nos o bilhete ao preço anterior, que era bonificado…Ou se mais parceiros juntarem-se a nós e garantirem-nos o pagamento do actual valor”, garantiu-nos a fonte, que referenciou que aquela entidade continuará a trabalhar para que o Moçambola seja uma realidade no próximo ano, seja no formato tradicional ou alternativo.

Eis a divisão dos grupos por zonas prevista na proposta do novo modelo competitivo do Moçambola2026.
 

▶️ ZONA NORTE:
Baía de Pemba
AD Pemba
Ferroviário de Lichinga
Ferroviário de Nacala
Desportivo de Nacala
Ferroviário de Nampula

▶️ ZONA CENTRO:
UD Songo
Chingale de Tete
Ferroviário da Beira
LD de Sofala
Textáfrica
Ferrroviário de Quelimane

▶️ ZONA SUL:
Black Bulls
Costa do Sol
Ferroviário de Maputo
AD Vilankulo
Maxaquene
Desportivo da Matola. [PLANTEL OC]
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