MOÇAMBIQUE TRIUNFA DIANTE DA ÁFRICA DO SUL

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Foi da autoria de António Sumbane o tento de ouro que assegurou a vitória histórica da selecção nacional de sub-23 sobre a congénere da África do Sul, na abertura quarta-feira, 04 de Junho, do Torneio da COSAFA que decorre na “terra do rand”.


Free Stadium, África do Sul. Foi aqui que os moçambicanos viveram um desafio lotado de drama, mas que também serviu de teste da sua resiliência e da sua capacidade de superação a meio de tanta controvérsia que tem caracterizado os jogos que envolvem os anfitriões nesta prova, sempre pressionados a ganhar de qualquer jeito. 

Mas tão avisado estava o quadro de Eduardo Jumisse que tão cedo compreendeu que teria outros adversários para lá dos onze amarelos em campo. Uns estavam vestidos de azul e preto, outros de preto ainda que escondidos atrás de umas telas…

E assim foi passados 10 minutos após o intervalo, quando o médio criativo Sumbane fez balançar as redes e correu para os (a)braços dos companheiros para celebrar aquilo que parecia ser o primeiro golo da competição. 

É que não tardou para o VAR ser accionado com o propósito de travar a euforia dos moçambicanos por conta de um alegado fora-de-jogo que as imagens cedidas pela televisão nunca chegaram a ser esclarecedoras. 

Anulou-se por fim o golo e celebraram os sul-africanos como se de golo caseiro tratasse. Porém abalada não ficou a equipa nacional, essa que se mostrou ainda mais sólida na defesa e perigosa no contra-ataque, ainda que diante de um adversário que até foi dono e senhor das iniciativas ao largo dos 90 minutos.  

A busca incessante pelo golo seguiu firme, estrategicamente com um ataque rápido depois de recuperada a bola visando explorar as costas de uma defesa contrária que andou sempre subida. 

A ideia passava por tirar o máximo proveito da superioridade nas alas controladas por Sumbane (na esquerda) e Baptista (na direita), sempre apoiados por Alcidio e, mais tarde, por Fernandinho, este que substiuiu o primeiro aos 32 minutos por lesão. 

Buscar a profundidade era o ponto de chegada, porém a estratégia não foi de todo ortodoxa tendo em conta que Chamito, a ponta de lança fixo, não conseguiu nunca se soltar da alta marcação dos vigilantes Okon e McCarthy.  

Foi porém na sequência de um pontapé de canto que a cobra deu o golpe, este que mais tarde veio a se confirmar fatal para a vítima. Aí nem a tecnologia poderia impedir as celebrações que foram primeiro para a bandeirola esquerda, mas que rapidamente foram para a da direita para maior emoção.

Keyns Abdala acabou eleito homem do jogo…[PLANTEL OC]

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