
Depois da derrota (de) Kampal(a), a selecção nacional entra hoje em cena contra o Botswana, às 15 horas, para também pautar o regresso de jogos internacionais ao Estádio Nacional do Zimpeto.
Os Mambas entram para este confronto esperançados em serem um dos quatro segundos melhores classificados que vão, por sua vez, lutar por um lugar no play-off intercontinental de acesso ao Mundial2026, este que vai decorrer no Canadá, México e nos Estados Unidos de América.
É, no mínimo, o que deu a entender o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, durante a antevisão que fez este domingo, 07 de Setembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, à margem do único treino que o combinado nacional realizou antes de enfrentar o Botswana.
Aliás, para Chiquinho Conde, a derrota frente a Uganda deixou marcas visíveis na equipa, sendo por isso importante que a equipa se levante, cure as feridas e corrija o que há por corrigir para continuar a competir ao mais alto nível.
Desde logo – referenciou – conserva-se o facto de “continuarmos sempre com uma mentalidade positiva”, apesar dos cenários desestabilizadores, como esses das ligações aéreas dentro da Mãe África que impedem, de resto, que a selecção prepare tranquilamente os seus compromissos.
Aliás, o facto de os Mambas terem realizado um treino antes de enfrentarem o Botswana é disso exemplo.
É que após o desafio diante de Uganda, na passada sexta-feira (05), a selecção só desembarcou na tarde deste sábado (06) em Maputo. Um dado que para o seleccionador não deve ser isolado quando se prepara o próximo jogo.
“Chegados de uma viagem cansativa no sábado, o correcto neste treino seria de fazermos umas voltinhas, um treino lúdico. Recreativo. Mas para o que pretendemos fazer de bonito esta segunda-feira, teremos de fazer exercícios de recuperação dentro da nossa ideia de jogo, de protecção e de posse de bola, da concepção estrutural”, ou seja, “fazer um ‘refresh’ daquilo que é a nosssa forma de estar em campo”, disse, ainda, o seleccionador.
O enorme prazer de regressar ao Zimpeto
O desafio frente ao Botswana marca, igualmente, o regresso da selecção nacional ao Estádio Nacional do Zimpeto dez meses depois do último jogo.
Este dado não deixou indiferente o seleccionador nacional, ainda que dividido entre o gosto que representa jogar diante do seu público e a dificuldade que estranhamente representa aquele recinto desportivo para o seu quadro de craques.
O técnico assumiu que “é sempre um prazer jogar neste estádio, embora tenha dito no passado que é muito dificil jogar aqui. Mas nós somos sempre chamados a superar estas dificuldades”.

É que, para a fonte, não há jogos e campanhas iguais, tendo sobretudo em conta que “o campo está muito melhor”, em alusão aos trabalhos recentemente levados a cabo pelo Governo para a reposição da relva, “excelente para que os jogadores tenham essa alegria de jogar em um bom campo, pelo ou menos em termos físicos”.
Lamentável é, porém, o facto de poder estar reduzido para a metade em termos de lotação, sabido que a CAF limitou em 20 mil espectadores devido às condições de segurança do estádio que ainda precisam ser melhoradas, como essa da ausência da vedação exterior e um sistema de torniques que nunca chegou a ser eficaz.
“Mas aqueles que cá estarão, para fazer a onda vermelha, obviamente que irão nos ajudar a catapultar para um bom resultado”, vincou o técnico. [PLANTEL OC]













