FUTEBOL:: FIFA e FMF formam árbitras nacionais

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Um total de 30 juízes do sexo feminino de futebol participa de 16 a 20 de Junho, em Maputo, no curso da FIFA, uma iniciativa da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) em parceria com aquele organismo internacional.

A acção de formação tem por objectivo alinhar os níveis de actuação das árbitras nacionais no tocante ao seu nível preparação física e técnica, bem assim ao apuramento das leis do jogo com constantes actualizações.

Beneficiam desta formação um total de 30 árbitras no activo, entre as de categoria internacional, nacional e provincial, conforme explicou Francisco Machel, presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (FMF).

Intervindo durante a cerimónia de abertura, a fonte exortou as formandas para que se dediquem no máximo neste curso, de modo a que elevem o nível da sua actuação.

“O que nós pretendemos, aqui, é que tenham responsabilidade, que valorizem esta formação e que durante o mesmo tenham uma boa conduta”, instou.

O curso será ministrado por três instrutores técnicos, sendo um deles o sul-africano Paulo Marques, que por sua vez destacou a importância da iniciativa conjunta entre a FIFA e a FMF para a elevação da qualidade do futebol moçambicano.

“As minhas expectativas são altas, ao que esperamos ter uma semana de muito trabalho, empenho e dedicação de todos”, augurou, por acréscimo.

Valorizar cada vez mais a arbitragem feminina

É igualmente este, um propósito deste curso de formação de árbitras de futebol conforme vincou Amir Gafur, vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para a Alta Competição.

Intervindo na qualidade de co-organizador do evento, Amir Gafur destacou ser sempre de vital importância se aperfeiçoar o nível de arbitragem no País, sobretudo do sexo feminino.

É que ela “é extremamente importante para o desenvolvimento do futebol, daí que queremos mais e muitas árbitras”.

Por isso mesmo, o número 2 da Casa do Futebol exortou para que as formandas actuem de forma isenta e que promovam uma postura exemplar no exercício das suas funções. Sobretudo para que “os demais não tenham dúvidas da vossa integridade”, ainda que “os erros aconteçam, pois como humanos estamos sujeitos a falhas”.

Árbitras desafiadas!

Foi a mais valiosa juíza do Moçambola2024, Ema Novo, que deu a cara e a voz para, em nome das formandas, acatar o repto lançado por Francisco Machel, Amir Gafur, mais ao alto pelos instrutores desta acção de formação.

Referiu tratar-se de um curso de extrema importância para as árbitras quer com insignias internacionais como não, na medida em que “aqui tratamos também das novas leis, sabido que a FIFA a cada ano tem as actualizado”.

“Não tenhamos dúvidas de que é um grande ganho para o nosso futebol, sendo sobretudo a primeira vez que temos aqui em Moçambique um curso destes, que abrange apenas as mulheres. Estou segura que cada colega que aqui está vai levar a experiência para a sua província, tendo em conta que o País todo está aqui representado”, disse Ema Novo.

Falando igualmente à imprensa, a árbitra Nelsa Jeck disse ver o curso como um marco importante para as mulheres, tendo em conta o contexto do género no nosso País.

“A mulher na sociedade é vista como o elo mais fraco. E com este curso, bem sei que as mulheres vão poder crescer e ter mais mais forças para engrenarem na arbitragem”, finalizou.

Vale referir que este curso FIFA para árbitras, com a duração de cinco dias, será ministrado por três instrutores, nomeadamente Paulo Marques da África do Sul, Ephraim Mzengo do Malawi e Ivan Bulo de Moçambique. [JULIÃO TSOWO]

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