
O novo documento orientador da Casa do Futebol mereceu esta quarta-feira, 08 de Outubro, o “sim” de 10 províncias contra uma abstenção da Cidade de Maputo. Introduz mudanças estruturantes, adequadas às exigências da FIFA e da CAF.
Desde logo, o número de membros ordinários e com direito a voto passa de 11 para 17, deixando a Assembleia-Geral de estar restrita às associações provinciais.
Com o novo documento, ganham assentos na reunião magna a Associação de Treinadores de Futebol de Moçambique (ATFM), a Associação Moçambicana de Árbitros de Futebol (AMAF), a Associação Moçambicana de Médicos de Futebol (AMEF), o Sindicato Nacional de Jogadores de Futebol (SNJF), bem como a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), esta última representada por dois clubes do Moçambola.
Sobre os dois últimos, sabe Plantel OC que caberá à LMF determinar um critério para a indicação dos dois representantes que se deverão tornar membros ordinários da FMF. E estes clubes ocuparão estes lugares durante quatro anos, devendo ser alterados somente depois deste período ou, se um deles cair de divisão.
Independência dos órgãos sociais!
É outra novidade dos novos estatutos o reordenamento dos órgãos sociais, estes que passam a ter independência efectiva em relação à Direcção Executiva e à Assembleia-Geral.
Neste contexto, a candidatura à presidência da federação passa a ser nominal e não colegial, separada dos restantes órgãos, estes que também passam a concorrer de forma independente.
Por isso mesmo haverá uma votação conjunta para a Mesa da Assembleia-Geral e para a Direcção Executiva. Serão ainda votadas, de forma separada, quatro listas concorrentes para os seguintes órgãos sociais: Conselho Fiscal, Auditoria e Compliace; de Disciplina; de Ética, bem como o de Justiça.
Três mandatos!
O mandato do presidente da FMF passa a estar limitado a três mandatos de quatro anos, sejam eles consecutivos ou intercalados. Com efeito a partir das próximas eleições, estas regras permitirão que Feizal Sidat possa concorrer a mais um mandato, em 2027, depois de cumprir até aqui dois consecutivos.
“Estatutos adequados aos padrões internacionais”
Comentando a respeito dos novos estatutos, o presidente da FMF, Feizal Sidat, destacou o marco histórico que representa a sua aprovação, visto que os anteriores datavam de 1975.
“Paralelamente a isso, coloca a federação em conformidade com os padrões internacionais da FIFA e da CAF, entidades com as quais vinhais trabalhando ao longo de um ano a esta parte”, sublinhou Sidat, que encerrou o comentário a referir-se que as novas regras conferem maior transparência, inclusão e boa governação no futebol moçambicano.
Vale referir que apesar de aprovados na generalidade, os novos estatutos da FMF deverão ser revistos na especialidade em função das recomendações deixadas pelos presidentes das associações. [PLANTEL OC]













