
Moçambique tem hoje uma nova oportunidade de se agigantar no contexto do futebol africano. Defronta a toda poderosa Nigéria esta noite, a partir das 21 horas de Maputo, em Fez, para os oitavos-de-final do CAN que decorre em Marrocos.
Jogar sem pressão mas a competir, divertir-se sem medo de errar, lutar até ao fim para “escrever bem alto e com letras garrafais o nosso nome na história do futebol moçambicano” é a linha definida por Chiquinho Conde para este importante confronto.
De acordo com o técnico, a Nigéria não só é considerada favorita para a vitória como também é a mais pressionada entre as duas, um contexto que permitirá que os moçambicanos possam fazer o seu jogo livremente.
“Que é o que mais gostamos de fazer, de jogar futebol com saúde. Queremos nos divertir, sorrir e sem medo de errar, pois não temos nada a perder. Quem deve estar pressionada é a Nigéria e não nós”, sublinhou.
De acordo com o técnico, o pensamento no seio dos Mambas é de que se trata de mais um jogo, sem com isso querer tirar o valor das Super Águias.
“Sabemos que é um adversário extremamente competitivo, com jogadores fantásticos e com uma linha de ataque extraordinária. Tem um grupo de 28 jogadores em que todos jogam fora e nos melhores campeonatos”.
“Mas, com todo o respeito que temos por este adversário, nós também estamos a crescer. Temos quatro ou cinco atletas que jogam ao mais alto nível, com os restantes em campeonatos mais baixos da Europa e também no Moçambola”. Ressaltou.
Sobre a diferença entre as duas equipas, tendo em conta as respectivas características, Conde destacou a força colectiva que trouxe os Mambas até o presente ponto histórico.
“O que nos dá alento é precisamente o grupo que temos. A força de uma ideia colectiva que nos catapultou até aqui. E volto a repetir aqui que a melhor equipa não é aquela que tem os melhores jogadores. É, sim, aquela que joga como uma verdadeira equipa. E nós queremos ser uma equipa”, ambicionou.
Jogadores motivados!
Em um outro contexto, o seleccionador revelou que os jogadores estão felicíssimos e motivados, pese embora “sentidos com as ausências dos jogadores com mazelas”, em referência ao médio Nené e o defesa Edmilson Dove, ambos a contas com lesões.
“Mas com os que temos, vamos a este jogo com a nossa humildade, com vontade de competir e de vencer o jogo. Queremos continuar a fazer história”, sublinhou, tão ciente de que não serão 90 minutos fáceis.
“Mas ainda nesta prova já demonstramos que perante as dificuldades conseguimos nos transcender. Esta equipa tem provado que consegue chegar lá. E, sem sombra de dúvida, este vai ser o jogo das nossas vidas”, encerrou. <PLANTEL OC>

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