CAF A:: Moçambique terá mais 25 treinadores com nível máximo de África

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Com o propósito de capacitar e melhorar a qualidade de treinadores moçambicanos, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) lançou esta segunda-feira, 01 de Junho, o Curso de Nível A da CAF, a mais alta qualificação para técnicos em África. A acção de formação irá decorrer até Dezembro.

Com a duração de seis meses, o curso m combina componentes teóricas e práticas com estágios em clubes, em resposta às exigências do organismo continental para a obtenção da licença CAF A.

Discursando no evento, o presidente da FMF, Feizal Sidat, classificou o arranque da formação como um momento histórico para o futebol moçambicano, tendo adiante sublinhado que o futebol moderno impõe exigências que vão para além da experiência acumulada nas quatro linhas.

Este momento representa um marco na estratégia da Federação para a qualificação contínua dos seus agentes técnicos e para o fortalecimento estrutural do nosso futebol. O futebol moderno exige mais do que experiência; exige conhecimento científico aplicado ao treino, capacidade de análise e actualização permanente”, afirmou.

Em um outro prisma, Sidat revelou que uma avaliação preliminar realizada aos participantes identificou lacunas relevantes, particularmente ao nível das competências informáticas, uma área considerada indispensável para cumprir com os requisitos das licenças CAF.

Os resultados do teste demonstraram a necessidade de investir mais na formação complementar, especialmente na área da informática. Esta formação não deve ser encarada apenas como uma oportunidade para obter um diploma, mas como um processo de transformação profissional”, frisou.

Estrutura mais exigente e duração crescente

Já o director técnico da FMF, Arnaldo Salvado, explicou que a nova estrutura do curso decorre sobre as directrizes da CAF, organismo que passou a exigir um percurso formativo mais prolongado e rigoroso.

A CAF determina que estes cursos tenham uma duração mínima de seis meses, com módulos distintos, estágios em clubes e elaboração de relatórios finais”, explicou Salvado, acrescentando que o organismo continental prevê alargar progressivamente essa duração, podendo passar para 12 meses nos próximos anos.

Em um outro contexto, Salvado destacou a inclusão, pela primeira vez, de duas mulheres com a possibilidade de obterem a Licença CAF A, bem como a de instrutores formados pela própria federação.

Formandos celebram oportunidade!

Entre os participantes, a satisfação foi generalizada. Tal é o caso do treinador Hassane Júnior, que realçou que a formação responde a uma aspiração há muito aguardada pela classe técnica moçambicana.

Esperámos por esta formação durante muito tempo. Felizmente, Moçambique é hoje um dos países que melhor organiza os cursos CAF A. Devemos reconhecer o trabalho desenvolvido pela FMF e aproveitar esta oportunidade para continuar a crescer”, declarou.

A presença feminina foi um dos aspectos mais destacados na cerimónia de abertura.

Tal é o caso de Júlia Fumo, uma das duas treinadoras inscritas, que manifestou por sua vez satisfação por integrar o grupo. A treinadora apelou, outrossim, a uma maior participação das mulheres na carreira técnica.

Estou muito feliz por fazer parte desta formação. Espero que a minha participação sirva de incentivo para outras mulheres que pretendem seguir este caminho. O curso vai reforçar os conhecimentos adquiridos anteriormente e contribuir para o crescimento do futebol nacional”, afirmou. [PLANTEL OC]

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