
O analista de desempenho reforça a equipa técnica do Interclube de Angola, um ano depois da sua experiência no Sagrada Esperança.
Para além das funções de analista de desempenho [commumente designado por performance], Francisco Matsinhe vai também desempenhar o papel de analista de vídeo. Passará por si a avaliação da performance da equipa, como também a observação dos adversários do Interclube.
O moçambicano chega ao novo emblema protegido por um contrato válido por uma época, todavia motivado e com objectivos cristalinos como água. “De ganhar sempre e ser sempre o primeiro, como no meu trabalho, como na equipa”, revelou em conversa com Plantel OC.
Francisco revelou que o Interclube vive actualmente um momento de mudanças estruturais, esse que encontra conforto nas entradas e saídas de jogadores, contexto que torna desafiante a sua missão. Ainda assim “tenho de estar para garantir bons resultados, pois o nosso objectivo é fazer a dobradinha e garantir uma vaga nas competições africanas”.
No Sagrada Esperança? Foi uma experiência excelente!
O moçambicano chega ao novo emblema depois de pouco mais de um ano a exercer as mesmas funções no Sagrada Esperança, uma experiência que considera de excelente, na medida em que superou totalmente as suas expectativas.
Destacou a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões de África, “um feito inédito a nível do clube, facto que me fez perceber da realidade da gestão de um balneário e de um grupo de homens com o mesmo objectivo”, ainda que “com ambições individuais” distintas.
“Mas também cresci profissionalmente. A grandeza do Sagrada transformou a minha visão sobre os grandes clubes africanos, na medida em que pude partilhar o palco de jogos com os melhores do continente e de competir com eles, algo que representou um enorme ganho para a minha carreira”, reforçou o técnico, sempre em conversa exclusiva com Plantel OC.
Saída? Foi público que Francisco Matsinhe foi contrato em Julho de 2024 pelo Sagrada Esperança para um contrato de dois anos. No entanto só chegou a meio. Aponta razões pessoais e profissionais, determinados pela saída do anterior treinador, Roque Sapiri – curiosamente também no Interclube.
“O treinador foi o responsável pela minha vinda a Angola e, com a sua saída, surgiram novas dinâmicas e dificuldades. Apesar de estar disposto a ultrapassar algumas situações, as questões administrativas não eram favoráveis, pelo que optei por uma rescisão amigável do contrato no final da época passada”, explicou. [PLANTEL OC]













