
O Maxaquene quis, tentou e sofreu. O Costa do Sol chegou, dominou e goleou. No campo 2 do Complexo Desportivo de Tchumene, os canarinhos estrearam o Moçambola 2026 com uma vitória por 4-1 sobre os tricolores, numa tarde em que a superioridade nunca esteve em dúvida: nem quando o adversário tentou reagir.
Houve golo, drama e superioridade. O Costa do Sol apresentou-se nesta ronda inaugural com a mesma fome de quem não esquece o que é ganhar. E a vítima não poderia ser outra: o Maxaquene, que pontuava naquele terreno o regresso orgulhoso ao Moçambola. 4-1 foi o resultado.
Foi de resto um jogo de paixão e drama. Vivo, é verdade, porém agradável para os visitantes, que impuseram a sua lei desde o primeiro minuto. Com critério e intensidade. Com aquela arrogância saudável de quem sabe o que quer.
Abdul Karim foi a figura do dia, com dois golos apontados em num intervalo de dez minutos. Aos 31 e aos 40. Pelo meio, aos 38, Yuri apareceu para inflar o número.
Antes do descanso, Salomão ainda reduziu para os Maxacas, aos 45, mantendo uma réstia de esperança tricolor viva. Mas a esperança, essa, é que tinha um prazo curto.
O Maxaquene regressou do intervalo transfigurado. Com mais bola, mais presença, mais vontade.
Os canarinhos recuaram, sofreram, viram a sua área ser sitiada durante largos minutos. Mauro Jamal tinha claramente mexido nos seus e a equipa respirava diferente
Só que o futebol cobra o que não se fez quando se podia. E os Maxacas, apesar do esforço, não encontraram o caminho para a baliza contrária.
Do outro lado, nas poucas vezes que os canarinhos saíram em velocidade, a pontaria foi certeira. O capitão Chico Muchanga fechou as contas com o 4-1. Decorria o minuto 77.
Com este triunfo, o Costa do Sol torna-se o primeiro líder do Moçambola 2026, com três pontos, em igualdade com o Ferroviário de Nacala, a Black Bulls, a AD de Pemba e a UD de Songo. [PLANTEL OC]













