CLUBES PREOCUPADOS COM A VIOLÊNCIA NOS CAMPOS

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A indicação por parte da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) de delegados locais, ou seja, da mesma província do clube que acolhe um jogo, pode estar por detrás da impunidade e por extensão da promoção da violência no Moçambola. Idem a actuação dos árbitros.

Esta é uma constatação feita pelo próprios clubes durante a Assembleia-Geral Ordinária da Liga. Para eles, o fim da violência nos recintos desportivos exige uma acção energética por parte da entidade gestora do Moçambola, não somente na penalização dos prevaricadores mas também na sua prevenção.

A título de exemplo, o vice-presidente do Costa do Sol, Jeremias da Costa, recomendou a mudança da política de nomeação dos delegados do jogo por parte da LMF.

A fonte sugeriu para que a indicação deixasse de se basear no critério de o delegado ser da mesma província do clube anfitrião, uma medida introduzida para reduzir o peso logístico da organização de um jogo.

“Entendemos que o delegado não pode ser da equipa que joga em casa, porque muitas das vezes não reporta fielmente os assuntos, não havendo adiante penalizações para a equipa da casa, o que depois gera violência”, disse.

Por outro lado, o dirigente canarinho sugeriu a necessidade de se melhorar a formação dos árbitros pois, conforme sublinhou, a violência resulta também das suas actuações. [PLANTEL OC]

“Há vezes em que os erros nem são intencionais. São de fraqueza mesmo. Precisamos por isso melhorar a formação dos árbitros. Não somente no que se refere às leis do jogo, mas no sentido de os dotar de aspectos de ética, psicológicos. De deontologia profissional. Isto por forma a que percebam o papel que têm e que os seus deslizes não aticem as bancadas”, defendeu.

Num outro desenvolvimento, da Costa manifestou a necessidade de se ser mais contundente com relação às penalizações dos prevaricadores. A título de exemplo referenciou que “um adepto que invade o campo está a cometer um crime. Deve ser penalizado por isso. Há casos de agressões a árbitros e jogadores que passam assim, sem penalização”, recordou.

Por sua vez, o Textáfrica de Chimoio recomendou aos clubes para que reforçassem os apelos de contenção aos seus sócios, adeptos e simpatizantes, assumindo que são estes, na verdade, os promotores de actos de violência nos campos contra árbitros e jogadores.  

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