
A história repete-se hoje, esta noite, mas com os papéis trocados. No lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, as selecções da casa e da casa África do Sul reeditam o confronto que também abriu o Mundial de 2010.
Dezasseis anos depois do histórico 1-1 no FNB Stadium, em Joanesburgo, as duas selecções voltam a cruzar-se para abrir uma Copa do Mundo de Futebol da FIFA, desta vez com os anfitriões trocados e um peso diferente nas costas de cada um.
No Azteca, a partir das 21h00 (hora de Maputo), o México entra em campo com o favoritismo caseiro do seu lado, respaldado por um dos recintos mais sagrados do futebol mundial: o mesmo estádio onde Pelé conquistou o mundo em 1970 e onde Maradona fez história em 1986.
Esta será, por sinal, a terceira vez que o Azteca recebe um jogo de abertura de uma Copa do Mundo, um recorde com vida própria.
A memória que pesa!
Aquela tarde de 11 de Junho de 2010 ficou para sempre gravada na história do futebol africano. Siphiwe Tshabalala marcou um dos maiores golos de abertura de sempre numa Copa do Mundo, antes de Rafael Márquez empatar para o México, fixando o resultado em 1-1.
Porque a história gosta também de coincidências, aquele jogo também teve início a 11 de Junho, há exactos 16 anos.
O diferencial reside já aqui. Hoje, com novos actores e um palco diferente, os dois conjuntos escrevem um novo capítulo. Será também a primeira vez na história dos Mundiais que dois países se defrontam duas vezes em jogos de abertura.
Um favoritismo caseiro!
Na JOGABETS, a maior casa de apostas desportivas de Moçambique, os números traduzem com clareza esse favoritismo.

A odd de 1.43 para o México reflecte uma probabilidade implícita de vitória superior a 65%. O supercomputador da Opta vai mais longe: em 10.000 simulações do jogo, o México saiu vencedor em 67,1% dos cenários.
A África do Sul, por seu turno, só triunfou em 13,5% das projecções, um número que se reflecte directamente nos 8.50 da JOGABETS.
O empate, esse, é o resultado do meio-termo: com 4.00 de odd, encerra uma probabilidade de cerca de 25%, o que deduz um resultado improvável, mas não impossível.
O factor Azteca!
O México não perdeu nenhum dos sete jogos que disputou no Azteca em Copas do Mundo: cinco vitórias e dois empates. O peso histórico do recinto, aliado ao apoio de mais de 80.000 adeptos com o jogo esgotado há semanas, transforma o favoritismo numérico em algo muito mais concreto.
A África do Sul regressa ao Mundial pela primeira vez desde 2010, ano em que foi eliminada na fase de grupos apesar de jogar em casa. A missão desta noite é, no mínimo, surpreender. [PLANTEL OC]














