
A dupla José Mondlane e Osvaldo Mungoi – Zelito e Touch para o vulgo – derrubou o par Frederick Bialokoz e Issa Batrane, da Inglaterra, tornando-se assim na primeira equipa africana a triunfar neste torneio que reúne os melhores voleibolistas de praia do mundo.
Um osso duro de roer. Depois do debacle cantado na ronda inaugural frente aos brasileiros Vinicius e Hector (2-0), aos moçambicanos tocava uma vitória para o apuramento à ronda 18. E só o triunfo já emprestava linha agudas na história, para lá de justificar ao alto a presença do par nesta competição.
E assim foi. No primeiro set, o marcador foi andando colado que até se esqueceu de se deter no vigésimo primeiro ponto. Aliás, foi necessário ir-se à negra, ou seja, alcançar uma diferença de dois pontos: 26-24 a favor moçambicanos.

No segundo set, Zelito e Touch foram intercalando entre o disparo e o toque fino certeiro, separados por esses assertivos bloqueios que valem pontos. Alargaram a vantagem e asseguraram esse harmonioso triunfo no parcial (21-18) e uma ´incroyable´ vitória final, essa que deverá ser lembrada para sempre.
É que, de facto, é o primeiro triunfo de uma dupla africana nesta prova em masculinos. E como prémio, Zelito e Touch ficaram em terceiro na série A, assegurando por conseguinte o apuramento para a ronda 18 deste World Pro Tour – Elite 16 que decorre na Cidade de Cabo, África do Sul.

Vão hoje enfrentar os brasileiros Adelmo e Mateus, que foram segundos da série C.
Em femininos? Há, ainda, uma vaga de esperança!
Se em masculinos a história já está feita, em femininos o dia é reservado para Vanessa Muianga e Mércia Mucheza ocuparem a vaga que a história também se lhes espera. Inseridas na série E, perderam na estreia frente à dupla da Letónia constituída por Tina e Anastasija, por 2-0 (21-10 e 21-10).

Porém hoje, às 11 horas, enfrentam o par francês Clémence Vieira e Aline Chamereau, pelo terceiro lugar do grupo e a presença na selectiva lista das melhores 18 duplas femininas do mundo. [PLANTEL OC]













