Erro grave de arbitragem na vitória do Maxaquene sobre UD Zimpeto

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O emblema tricolor retomou às vitórias na sexta-feira, 19 de Julho, na JOGABETS 100 PAUS – Divisão de Honra, Fase da Cidade de Maputo. Derrotou a UD Zimpeto (2-0), no campo 3 da Black Bulls, em dia de um erro gravíssimo do árbitro da partida.

Decorreria o minuto 13 quando na sequência de um livre cobrado desde a direita do ataque por Palhaço e na tentativa de fazer o corte, Mafalala tocou e introduziu o esférico dentro da própria baliza.

Um tento que galvanizou a equipa tricolor, que todavia andou mais perto de ampliar a vantagem do que propriamente a UD Zimpeto de empatar. Intensidade é o que não faltou ao jogo, com o árbitro a não passar despercebido do crivo dos bancos técnicos e também dos adeptos das duas equipas.

Aliás, perto do fim expulsou o guarda-redes Chicken por tocar a bola fora da área do rigor, deixando a UD Zimpeto com duas unidades a menos. E foi neste contexto que o Maxaquene chegou ao 2-0, a um minuto dos 90, por Leandro.

De resto, o árbitro Felizberto José não esteve à altura deste jogo ao deixar passar em branco vários lances que mereciam outro ajuizamento.

Um deles foi o do puxão deliberado de Espião a Muhamed, este que se deu no interior da grande área tricolor, a ponto de o avançado do Zimpeto ficar com a camisola rasgada nas costas.

Aliás, Muhamed acabou por ver o amarelo por protestar com árbitro, este que adiante mandou o atleta abandonar as quatro linhas para substituir a elástica. O lance deu-se em cima da hora do jogo.

Outro exemplo que merecia outro ajuizamento foi um lance que se deu aos 79. Ao sofrer uma carga entre o vértice do pontapé de canto e a grande área defensiva, Jordão acabou por golpear o tricolor Bila no rosto, bem em frente ao primeiro assistente Arão Machava. Uma vez mais os árbitros deixaram passar em branco.

Caldo entornado no minuto 66!

Subjectividade à parte, o facto é que entre os dois lances acima narrados, precisamente no minuto 66, deu-se verdadeiramente o caso do jogo. Zé Borges foi ao chão para meter o pé e acabou por derrubar o médio Bila que desde o vértice direito se metia ao ataque.

O árbitro assinalou uma falta. Exibiu o cartão amarelo ao atleta da equipa do Zimpeto e, em acto seguinte, tirou do bolso o cartão vermelho, seguro de que expulsava o atleta por acumulação de advertências.

Sucede, porém, que Zé Borges não foi antes admoestado pelo árbitro Felizberto José. Aquele foi o único amarelo que viu, daí que o juiz se equivocou a todas as luzes ao expulsar o atleta.

Aliás, o delegado do Zimpeto e o próprio quarto árbitro, Filipe José, alertaram ao árbitro principal do erro, porém o juiz principal manteve a sua decisão, secundado pelo primeiro auxiliar Arão Machava, este último que alegou ter registado a inexistente primeira admoestação.

Um erro gravíssimo que levou a UD Zimpeto a protestar o jogo logo após o apito final, apesar de o árbitro se ter negado a registar a contestação no seu boletim, alegando que as suas decisões eram de todo inquestionáveis. Apurou Plantel OC.

Com este triunfo – agora pendente de uma decisão administrativa do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol da Cidade de Maputo – o Maxaquene deverá somar 44 pontos, mais sete do que o segundo classificado, o Estrela Vermelha, que nesta ronda derrotou 1-0 ao Matchedje.

A UD Zimpeto mantém-se com 30 e perde à condição a terceira posição para a Liga Desportiva de Maputo (31) que nesta jornada 17 derrotou, por sua vez, o Ntsondzo, por 1-0. [PLANTEL OC]

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