MOÇAMBICANOS DOMINAM BCI OPEN INTERNACIONAL DE XADREZ

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Os xadrezistas nacionais foram os grandes vencedores da quinta edição deste evento internacional que reuniu entre os dias 20 e 22 de Junho em Katembe, na cidade de Maputo, mais de cem competidores de Moçambique, África do Sul, Zimbabwe, Malawi, Eswatini, Portugal e Índia.

Neste evento promovido pela Federação Moçambicana de Xadrez (FMX) e que contou com o alto patrocínio do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), foram os moçambicanos que mais vezes foram ao pódio, com destaque para o mestre Donaldo Paiva que foi o vencedor da categoria masculina.

O campeão nacional que alcançou a proeza maravilhosa com 6.5 pontos em setes rondas, destacou porém as dificuldades que teve para a conquista, sobretudo pela presença de campeões de países estrangeiros.

Mas é o que acaba tornando este Open competitivo, a ponto de nem se saber a priori quem é que vai ganhar. Porém estou satisfeito por ter representando condignamente o meu País e poder trazer mais uma conquista”, manifestou o xadrezista.

Na categoria feminina, a prova foi conquistada por Linda Shaba, do Zimbabwe, também com 6.5 pontos alcançados em sete rondas.

No entanto, os dois restantes lugares do pódio foram para o País das cinco maravilhosas cores através de Neusa Arides que ficou em segundo e Vânia Vilhete, em terceiro, esta última que foi curiosamente a vencedora da anterior edição.

Refira-se que os participantes nesta prova competiram pelo prémio monetário de 210 mil meticais, dividido aos vencedores dos escalões de seniores e de juniores, tendo uma vez mais contado com o elevado patrocínio do BCI.

Missão cumprida – Milton Botão

Para o presidente da FMX, Milton Botão, o BCI Open Internacional de Xadrez decorreu a mil maravilhas, destacando o seu crescimento e a sua importância para o desporto moçambicano.

É que, para o dirigente, ”a presença aqui de vários países, incluíndo Portugal, é prova de que o nosso Open ganhou uma dimensão internacional” daí que “sentimos que a nossa missão foi cumprida”, tendo igualmente em conta que “esta competição faz parte do nosso plano anual de actividades”.

Sobre as conquistas, Botão disse ser gratificante ver xadrezistas nacionais no pódio, facto que destaca a qualidade do trabalho feito pelos atletas e também pelo organismo que dirige.

Adiante sinalizou para a presença de novos mestres, acima de 15, um dado que para ele “reforça o papel de Moçambique como um palco relevante no xadrez africao”. É por isso que “digo que estamos satifeitos e que vamos continuar a trabalhar para tornar este Open ainda mais atractivo”.

Num outro contexto, Botão referenciou que esta competição internacional visa também promover a cultura e o turismo do País, sendo que esta edição esteve inserida nas festividades dos 50 anos da proclamação da Independência Nacional.

Por sua vez, Rogério Lam, administrador do BCI, elevou o orgulho daquela instituição financeira em associar-se, uma vez mais, a esta iniciativa desportiva.

O banco sente-se profundamente honrado por apoiar esta competição, ao que reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do xadrez em Moçambique”, disse Lam, que destacou igualmente o lado competitivo da prova e o entusiasmo que se viu nos seus participantes, tendo por isso mesmo assegurado a continuidade da parceria com a FMX.

Estaremos presentes na próxima edição, certos de  que, juntos, alcançaremos resultados ainda mais expressivos. É que apoiar o xadrez é investir no talento, na disciplina e na estratégia, valores que também norteiam a actuação do BCI no mercado”, reiterou Rogério Lam, administrador daquele banco comercial e de investimentos. [LEONOR LANGA]

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