
Uma vitória e tanto. O Ferroviário de Maputo conquistou os primeiros três pontos no que vai de três jornadas Moçambola2025 ao derrotar, por 3-2, a União Desportiva de Songo, em desafio havido no campo do Afrin, na Machava.
Dia santo no campo do Afrin. De um lado, um Ferroviário de Maputo que buscava a sua primeira vitória na prova após dois empates e, do outro, uma União Desportiva de Songo que procurava manter a invencibilidade. De ambos os lados, dois candidatos assumidos ao título.
No entanto, foi a última premissa que parecia ter sido debelada até ao intervalo, período no qual os donos da casa foram a vencer, pasme-se, por 3-1. E muito há que se diga, sobretudo desse primeiro golo apontado por Celso.
É que depois de uma bola inofensiva e que foi despejada desde o extremo contrário por Jeitoso, o central Ousman recuou o esférico para o guarda-redes Ebrima que, mesmo sem estar pressionado, exibiu o seu mau jogo com os pés ao fazer praticamente um passe para o avançado locomotiva que apenas tratou de abrir o marcador.
Três minutos mais tarde a vez foi de Naftal dar vida a um cruzamento aéreo de Celso, ampliando para 2-0, com o guarda-redes hidroeléctrico a ficar mais uma vez mal na fotografia, depois de ver, sereno, a bola a passar-lhe ao alto e sem poder fazer-se a ela.
Aos 39 veio esse 3-0 de proporções escandalosas. Desde o meio-campo, Sampaio conduziu uma orquestra harmoniosa na qual Naftal, desde o lado esquerdo, colocou para o centro da área de onde apareceu Victor Malino a dar o último toque para golo.
Quando tudo indicava que o resultado iria assim, escandaloso, ao intervalo, Alcides reduziu, jogados que estavam dois minutos dos quatro de compensação desta etapa inicial. O “9” de Songo emendou um remate de Mbulu que foi mal defendido Guirrugo.
Inconformismo, pressão e jogaço!
Na segunda metade, os visitantes entraram com ganas de riscar a imagem deixada ao longo dos primeiros 45 minutos. Chegaram a deixar Ebrima nos balneários, o guarda-redes internacional gambiano que foi uma verdadeira fonte da insegurança pública na estratégia defensiva da sua própria equipa.
Sem ele em campo, Songo ganhou uma consistência defensiva nunca antes vista no jogo, o que ajudou a galvanizar a equipa para o ataque. Aliás, em abono da verdade, diga-se, os visitantes foram mais equipa sem o gambiano entre os postes, tanto mais que só precisaram de cinco minutos para reduzir a desvantagem para apenas um golo. Marcou Óscar. Pena foi que os donos da casa se defenderam como puderam na etapa complementar, bem a tempo do apito final que confirmou os primeiros três pontos para a locomotiva.
“Precisávamos vencer” – Carlos Manuel

Se olharmos somente para a vitória, penso que estamos de parabéns, visto que era importante vencer este jogo. No entanto, para uma equipa da nossa dimensão, penso que não era necessário sofrer tanto. É que fizemos um bom jogo na primeira parte, pelo que poderíamos ter vencido maior tranquilidade. E sofrer os dois golos da forma como sofremos, julgo que não é aceitável. Precisamos de trabalhar mais, identificar os erros e não repeti-los. Mas para já que sintamos o gosto da vitória e dos três pontos.
“Andámos perdidos!” – Daúde Razaque

Entramos ao jogo praticamente perdidos. Não é normal sofrer três golos em tão pouco tempo. Porém a equipa soube responder na segunda parte, na qual criámos situações nos levariam ao empate. Porém foram determinantes os erros individuais, pois nem o meio-campo conseguimos controlar. Em momento algum. Agora toca-nos levantar a cabeça e olhar para o próximo jogo.
Ebrima? É um guarda-redes jovem, novo no País. São os riscos que corremos. Está em adaptação e temos de lhe dar tempo. A mudança que promovemos ao intervalo foi estratégica. [LEONOR LANGA]













