
O treinador está no entanto na rampa de saída do clube, decorrente das relações cortadas com alguns membros da direcção, no caso com o vice-presidente, Emílio Hussene. Adeptos e sócios forçam a continuidade de Manuel Casimiro.
A cidade portuária de Nacala viveu uma tarde agitada na última segunda-feira, 09 de Junho. Tudo por conta de uma notícia vuvuzelada de dentro do clube dando por terminado o casamento entre Manuel Casimiro e o Desportivo de Nacala, há semanas preso por um fio tão fino.
E nem era fumo sem fogo. De facto, quadros da direcção do clube transmitiram naquele dia a intenção de se livrarem do técnico.
Porém deixaram para o dia seguinte, terça-feira, 10 de Junho, a tramitação do respectivo processo, este que reduziria por escrito a decisão da cessção do contrato.
Foi até colocado um advogado no meio, este que levara a Manuel Casimiro uma proposta de rescisão que propunha o pagamento adiantado de três meses de salários. E não a soma dos meses do contrato a que teria direito em caso de divórcio: em um total de sete ordenados, tendo em conta que o contrato caduca em Dezembro.
Uma reunião de emergência enquanto adeptos escoltavam o técnico!
Após a fuga de informação pelo tubo de escape, a intenção de afastar o treinador gerou um movimento sísmico familiar no seio dos adeptos e sócios.
Não tardaram para se juntar com o propósito de impedir que tal ocorresse. Desataram raivas sonoras indisfarçáveis a ponto de invadirem a sede social do clube para exigir a cabeça de uma direcção em uma bandeja de papel.
Uma tempestade perfeita que antecipou um conclave de emergência da direcção, havido no fim da manhã de terça-feira, 10 de Jumho.
Foi único o ponto de agenda: analisar a situação do técnico e buscar uma saída em nome da paz social.
Enquanto decorria a reunião, um grupo de adeptos e sócios escoltava o treinador de casa para o campo. De motorizadas, buzinas, vuvuzelas e um recital de cânticos de apoio incondicional a Manuel Casimiro.
A mensagem da massa associativa foi tão clara que a direcção decidiu por um lado abrir um caminho para que as águas retomassem ao seu curso normal. Por outro impedir que o sangue contaminado transcorresse até ao rio.
Ou seja, deixar o treinador trabalhar e evitar uma guerra civil canarinha. Ainda assim, segundo apurou Plantel OC, o referido advogado – até aqui não identificado – continuou com as suas abordagens ao técnico visando convencê-lo a seguir no próximo voo da LAM de volta a Maputo.
A prazo, mas com direitos!
Manuel Cassimito falou para Plantel OC. Confirmou que continua treinador do Desportivo de Nacala, apesar de ter sido abordado “por um advogado que nem é do clube, mas sim do vice-presidente, para rescindir”.
“Mas o meu contrato é claro e dele não abro a mão. Se há desejo de rescisão unilateral, então que se cumpram as cláusulas previstas no contrato. Que me paguem todos os centavos a que tenho direito. Qualquer advogado tem noção disso”, disse-nos.
Manuel Casimiro referiu adiante que não está em Nacala para ser um problema. “Muito pelo contrário”, referenciou, para adiantar elevar ao alto os resultados do trabalho que vem realizando.
“Quero fazer parte da história de sucesso do clube. Estamos nos quartos-de-final da Taça de Moçambique e a um passo das meias. Quem diria? No Moçambola estamos dentro de uma classificação que nos confere alguma tranquilidade apesar de termos disputado apenas duas jornadas”. Analisou.
Jossias Macamo de tocaia!
Caso tivesse sido consumada a saída de Manuel Casimiro, Plantel OC está em condições de informar que Jossias Macamo seria o seu substituto. A sua apresentação estava prevista para esta quarta-feira, 11 de Junho.
No entanto deverá esperar pelo desfecho do imbróglio, restando saber-se se continuará em Nacala ou regressará a Maputo. De telefone na mão, naturalmente!
Mais desenvolvimentos na próxima edição do PLANTEL OC, disponível na banca digital a 13 de Junho, sexta-feira.













