
A COSAFA é mesmo coisa de Keyns. Nesta que é a sua terceira aparição na prova – depois da conquista de 2020 pelos sub-20 e finalista vencido em 2022 no mesmo escalão – o internacional moçambicano foi eleito o melhor jogador em campo nesta suculenta vitória sobre a África do Sul (1-0). Desfruta do mais lindo no futebol regional.
Na verdade tratou-se de um prémio para um médio que, tal como Sumbane, foi também um abono de família. Dele passava toda a iniciativa do jogo ofensivo do quadro de Jumisse. Metia a bola aonde ficava escondida a angústia do adversário.
Nas acções defensivas foi um bulldozer para a criatividade sul-africano, esta que só visava a baliza nacional sempre que fugisse dos terrenos controlados por Keyns ali na zona do círculo central.
Aliás, o médio foi o rosto do inconformismo dos moçambicanos diante de uma injustiça que parecia programada para carregar um Golias. Logo ele, o Keyns, que sempre jogou futebol com um sorriso no rosto de um menino de que se depara pela primeira com uma bola de futebol.
Vai daí aquele remate de fé e os festejos efusivos que seguiram após a cremosa recarga de Sumbane no minuto 73. Keyns escolheu naquele instante celebrar a chegada da justiça e dos seus ventos: tais que tardam mas que nunca, mas nunca mesmo…Falham. [PLANTEL OC]













