
A selecção nacional de futebol de sub-17 acaba de carimbar o passaporte para o Mundial da categoria. Uma vitória diante da Etiópia, no desempate por grandes penalidades do play-off de acesso, foi o bastante para escrever história.
No jogo entre os dois terceiros classificados da fase de grupos do CAN de sub-17, prova que ainda decorre sob o sol marroquino, o combinado nacional até entrou a perder. Amor Misbah abriu as hostilidades aos 16 minutos, como quem diz: isto não será fácil.
Mas estes Mambinhas não vieram a Marrocos para facilitar. Nem tão pouco e provaram-no em campo que, apesar de jovens, são lutadores. Pequenos, mas com alma patriótica enorme.
Sofreram mas correram atrás do prejuízo. Pressionaram e acreditaram. O prêmio porém chegou aos 56 minutos.
Fiel aos seus créditos de líder, Diego Pelembe restabeleceu a igualdade e reacendeu a chama de um povo inteiro que, do outro lado do oceano, seguia cada lance com o coração na garganta.
A partida foi andando, tensa e bela como só o futebol sabe ser. Os dois conjuntos à caça de um golo que valia muito mais do que três pontos: valia um passaporte com Visto para Qatar. Um bilhete para o mundo.
E como nenhum dos dois o quis ceder no tempo regulamentar, o destino foi decidido da forma mais cruel e mais gloriosa que o futebol conhece: nas grandes penalidades.
Ali, na marca de cal, onde os nervos pesam mais do que as pernas, surgiu um João. O guarda-redes dos Mambinhas lançou-se e defendeu o terceiro pontapé etíope. E quando a tensão chegava ao limite do suportável, foi Charif quem se aproximou da bola, respirou fundo, e fuzilou a rede. 5-4, no marcador final e uma feita, que até parece fácil de a escrever.
QUE MOÇAMBIQUE ESTÁ NO MUNDIAL DE FUTEBOL DE SUB-17! [PLANTEL OC]














