FUTSAL:: MFC e Petromoc finalistas do Torneio de Abertura

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Numa noite de reviravolta e silêncios súbitos, a Petromoc e o Maputo Futsal Clube carimbaram os seus passaportes para a final do Torneio de Abertura da Cidade de Maputo. A decisão está marcada para sexta-feira, 29 de Maio, no Pavilhão da LDM.

Detentores do título de um lado. Campeões nacionais do outro. A Liga Desportiva de Maputo (LDM) e a Petromoc não precisavam de apresentações, tanto é que o jogo também não precisou de tempo para aquecimento.

Foram os petrolíferos a abrir o marcador, decorridos que estavam apenas oito minutos da etapa inicial. Por Asamoah.

A Liga respondeu com a melhor das suas reações. Dois minutos depois do murro no estômago, Maurinho estabeleceu esse 1-1 com o qual as duas equipas foram para o intervalo, como se o jogo soubesse que ainda tinha muito para contar.

Na etapa complementar, Chume recolocou a Petromoc em vantagem (2-1), resultado que durou o tempo de um suspiro. É que Bubas tratou logo de colocar o resultado no seu ponto justo: 2-2, mal o jogo reiniciou.

A seguir, a LDM assumiu o comando e deu o seu particular show: Maurinho bisou para o 3-2, e Bubas, não querendo ficar atrás, apontou também o seu segundo. 4-2 à entrada dos últimos dez minutos.

O pavilhão entoava em uníssono o nome da casa, como se o futsal fosse decidido por cânticos e vantagens. Nunca pela buzina. “Liga, Liga, Liga.” Cantavam. E tinham razão para isso. Ou assim parecia.

É que a três minutos dos 40, Abílio reduziu para o 4-3. Um golo que não mudou apenas o marcador: mudou a alma do jogo, com a Petromoc a instalar-se na quadra contrária com o seu quinto homem.

Resultante da pressão alta, do sufoco ofensivo, a quatro segundos da buzina Abílio bisou. Fez 4-4. O pavilhão emudeceu como se alguém tivesse cortado a luz.

Foi-se ao desempate por grandes penalidades, nas quais a Petromoc não tremeu. Dércio, Ernesto Júnior, Maiva e Francisco converteram os quatro remates visitantes com a frieza de quem já viveu tempestades.

A Liga apenas acertou em dois, por Marssad e Uweiz Dassat. 4-2 ao final das contas, com a Petromoc a seguir sempre em frente: teve combustível para isso.

Maputo Futsal na cirurgia que demorou, mas que funcionou

Há resultados que enganam. Vistos de fora, sugerem facilidade. Mas o marcador mente por omissão.

A primeira parte do jogo entre Maputo Futsal e Seventh Print foi equilibrada, intensa. Digna de quem veio para jogar.

O 1-0, da autoria de Lolo e dois minutos do intervalo, não traduzia a superioridade. Mas sim o equilíbrio. É que foi, de todo, uma etapa que não merecia mais do que um golo de diferença — um empate seria o mais justo. Acertado.

Foi no balneário que Junaide Ibrahim encontrou as respostas para as perguntas que o jogo tático lhe fazia.

E foi precisamente na segunda parte que o Maputo Futsal mudou de registo: desgastou, corroeu, abriu espaços onde antes havia muros. A estratégia funcionou, a ponto de Idelson, decorridos apenas quatro minutos desta etapa, apontou esse 2-0 que enterrou as aspirações de um Seventh Print que nunca deixou de correr.

2-0 e o retrato de uma missão cumprida com bisturi e paciência.

A final está agora definida. Será na próxima sexta-feira, 29 de Maio, entre a Petromoc e o Maputo Futsal. E nada melhor do que regressar ao Pavilhão da LDM, local onde as duas equipas foram felizes nos seus jogos. Uma noite que já se adivinha maior do que o jogo em si. [PLANTEL OC]

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