
Num duelo intenso, vibrante e cheio de emoção, a Black Bulls e Costa do Sol não foram além de um empate a zero na abertura da terceira jornada do Moçambola2026, disputada na noite desta terça-feira, 12 de Maio.
Foi um jogo de muita luta, de muita garra, com tudo para ser memorável. Afinal, estavam dois candidatos assumidos ao título e com a liderança da prova em disputa.
Os Touros até entraram em campo como quem não estava ali para passeios: assumiram o comando, ditaram o ritmo e fizeram da primeira metade o seu território. Pressão, intensidade, vontade. Faltou apenas o que mais importa: o golo.
Na segunda metade, os papéis inverteram-se por completo, com os Canarinhos a saírem da casca. Trocaram a defensiva pela iniciativa, tomaram conta do meio-campo e responderam na mesma moeda. As oportunidades sucederam-se. Deram trabalho a Ernan. Mas o marcador, esse, teimou em não se mover.
E como não poderia faltar, o árbitro também quis o seu momento de protagonismo. Brilhou. Foi centro das atenções, alvo de protestos, personagem incontornável de uma história sem golo.
Aliás, Hermínio Boca teve tanto medo deste dérbi que acabou engolido pela sua grandeza. Comportou-se como um juiz que vai a um julgamento com medo de ler a sentença.
Perdoou um vermelho a Rhume no lance contra João Bonde e compensou o erro ao não assinalar uma grande penalidade a favor dos Touros, após um cruzamento ser devolvido com mão por Fóia.
No final, os dois conjuntos repartiram os pontos como quem divide um pão que custou a ganhar. Um ponto para cada, com a larga sensação de que a bola podia ter sorrido para qualquer um.
Na tabela classificativa, o Costa do Sol segura o trono com sete pontos. A Black Bulls, agora com cinco, sobe provisoriamente ao terceiro lugar e de olhos postos no que ainda está para vir.
A jornada continua esta quarta e quinta-feiras. O Moçambola não para.















